Eu não estou sozinho
Eu vivo com as memórias o lamento é o meu lar
Essa é minha verdadeira liberdade
Expresso todos os sentimentos do que me tornei
Eu vejo o nascer do sol
Espero que eu encontre alguma paz hoje
Parece que já parti
Parece que perdi a mim mesmo
Parece que perdi meu caminho
Parece que perdi a mim mesmo
Parece que...
Troquei minha pele
Você está pronta para mim?
Ou elimine meu amor
Você está pronta para mim?
Um sentimento profundamente amargo
Acordo para o fato de não haver mais retorno
para o mundo no qual eu vivia
Eu procurei por algo mas não encontrei nada
Eu vejo o nascer do sol
Espero encontrar alguma paz hoje
Parece que já parti
Parece que perdi a mim mesmo
Parece que perdi meu caminho
Parece que perdi a mim mesmo
Parece que...
Troquei minha pele
Você está pronta para mim?
Ou elimine meu amor
Você está pronta para mim?
Oh, porque estou morrendo por sentir
O que perdi
Oh e o que eu fui
Toda minha vida esperei
Por dias eternos que levaram
Levaram o que me tornou livre
Anos se passaram
Eu estou quebrado
Deixei o passado esquecido
Aqueles anos...
Oh, eles ainda me assombram
Troquei minha pele
Você está pronta para mim?
Ou elimine meu amor
Você está pronta para mim?
E troque minha pele
"A Dança" de Pablo Neruda
ResponderExcluirNão te amo como se fosses a rosa de sal, topázio
Ou flechas de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo assim diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Antes de amar-te, amor, nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas.
Nada contava nem tinha nome.
O mundo era do ar que esperava
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se dependiam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo.
Caído, abandonado, decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio.
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.