segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Troque Minha Pele

Eu não estou sozinho
Eu vivo com as memórias o lamento é o meu lar
Essa é minha verdadeira liberdade
Expresso todos os sentimentos do que me tornei
Eu vejo o nascer do sol
Espero que eu encontre alguma paz hoje

Parece que já parti
Parece que perdi a mim mesmo
Parece que perdi meu caminho
Parece que perdi a mim mesmo
Parece que...

Troquei minha pele
Você está pronta para mim?
Ou elimine meu amor
Você está pronta para mim?

Um sentimento profundamente amargo
Acordo para o fato de não haver mais retorno
para o mundo no qual eu vivia
Eu procurei por algo mas não encontrei nada
Eu vejo o nascer do sol
Espero encontrar alguma paz hoje

Parece que já parti
Parece que perdi a mim mesmo
Parece que perdi meu caminho
Parece que perdi a mim mesmo
Parece que...

Troquei minha pele
Você está pronta para mim?
Ou elimine meu amor
Você está pronta para mim?

Oh, porque estou morrendo por sentir
O que perdi
Oh e o que eu fui

Toda minha vida esperei
Por dias eternos que levaram
Levaram o que me tornou livre
Anos se passaram
Eu estou quebrado
Deixei o passado esquecido
Aqueles anos...
Oh, eles ainda me assombram

Troquei minha pele
Você está pronta para mim?
Ou elimine meu amor
Você está pronta para mim?
E troque minha pele

Um comentário:

  1. "A Dança" de Pablo Neruda

    Não te amo como se fosses a rosa de sal, topázio
    Ou flechas de cravos que propagam o fogo:
    Te amo como se amam certas coisas obscuras,
    Secretamente, entre a sombra e a alma.
    Te amo como a planta que não floresce e leva
    Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
    E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
    O apertado aroma que ascendeu da terra.

    Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
    Te amo assim diretamente sem problemas nem orgulho:
    Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
    Senão assim deste modo que não sou nem és,
    Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
    Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.

    Antes de amar-te, amor, nada era meu:
    Vacilei pelas ruas e as coisas.
    Nada contava nem tinha nome.
    O mundo era do ar que esperava
    E conheci salões cinzentos,
    Túneis habitados pela lua,
    Hangares cruéis que se dependiam,
    Perguntas que insistiam na areia.
    Tudo estava vazio, morto e mudo.
    Caído, abandonado, decaído,
    Tudo era inalienavelmente alheio.
    Tudo era dos outros e de ninguém,
    Até que tua beleza e tua pobreza
    De dádivas encheram o outono.

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